quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Quem souber, que conte

Gente, vocês conhecem endocrinologistas especializados em terapia de hormonização para transsexuais? Vocês gostariam de compartilhar com os outros? Por favor, deixem aqui sua indicação. Aproveitem esse espaço!

Beijos!

PS: Não preciso nem dizer quem indico né? ;)

Dra. Amanda Athayde (Rio de Janeiro):


Carta aberta a uma amiga

Menina, fui ver a composição do Elamax e, embora já imagine que vc esteja querendo uma leve feminização, sem nada muito aparente,  ainda assim vejo alguns problemas no uso dele:

1. A administração é oral, então a primeira passagem é pelo fígado. No caso dos transdérmicos, pelo mecanismo como a absorção é feita, os efeitos para o fígado são menores.

2. A dose de acetato de ciproterona é muuuito baixa. Veja bem: cada comprimido que tomo de Androcur tem 50 mg; no Elamax, a dose é de 1 mg.

3. A dose de estradiol com que vc está começando é igual à minha: cada comprimido seu tem 2 mg de valerato de estradiol, enquanto cada sachê de gel que passo tem 1mg de estradiol (acho que não faz diferença nenhuma ser "valerato de estradiol" ou "estradiol") , mas eu passo duas vezes ao dia. Acho que a grande vantagem aí é a forma de administração: eu uso um gel com 1mg de estradiol para ser absorvido via pele (transdérmico) em dois momentos do dia, enquanto vc toma um comprimido com 2 mg de uma vez, passando de cara pelo fígado.

Veja isso aqui: "Sandrena é um gel de base alcoólica. Quando aplicado na pele, o álcool evapora rapidamente e o estradiol é então absorvido e estocado no tecido subcutâneo de onde é gradualmente liberado para a circulação. A administração percutânea evita o efeito da primeira passagem pelo fígado. Por essas razões, as flutuações na concentração plasmática com Sandrena são menos pronunciadas que as com estrogênios orais."

Mas não sou médica! E o seu fígado não vai, necessariamente, ser prejudicado, pois cada organismo é de um jeito, certo? ;)

Conselho de amiga: se vc já se decidiu a tomar hormônios, procure um endocrinologista e converse com ele. Ele não pode chutar vc da sala! Os médicos fizeram um juramento para aliviar o sofrimento humano e é exatamente esse o nosso caso, não é? ;)

Se vc encontrar algum com experiência no tratamento de transsexuais, vai perceber como eles tratam isso sem grilo nenhum, da mesma forma que um pediatra trata suas crianças, ou que um ortopedista enfaixa um braço. É rotina para eles, ainda que seja um grande passo para a gente...

Um beijo, querida. Se precisar, estou aqui!

Faz uma semana

Meninas e meninos, hoje faz uma semana que comecei a tomar a medicação receitada pela Dra. Amanda Athayde.

Fazendo uma análise do que tem se passado comigo, acho que dá pra resumir assim:

1. Definitivamente minhas mamas já estão mais sensíveis. Sei que os mamilos ainda vão doer bem mais, porém já incomodam quando eu os toco. Além disso, as mamas já estão beeeem pouquinho mais volumosas, eu diria uns 2 ou 3% (que precisão, hein?) :)

Obs: Meninas genéticas: na puberdade de vocês doía também? Eu não faço idéia!

2. Meus pelos já diminuíram um pouco o ritmo de crescimento. Eu depilo as pernas com Veet Banho (acho ótimo!) e, no abdômen e tórax, uso lâmina mesmo. Só que reparei que, pelo tempo que estou sem me depilar (hoje é dia!), eu já estaria com mais pelos, o que não está acontecendo...

3. Talvez minha pele já esteja um pouco mais suave, mas não tenho certeza. Também acho que ficou menos oleosa, mas estou na dúvida.

Reações adversas: nessa semana, logo nos primeiros dias, os efeitos desagradáveis foram piores, mas sinto que, nesse sétimo dia, já diminuíram. Os incômodos incluem:

a) náusea* (nos primeiros dias),
b) apetite incomum* (nos primeiros dias),
c) sono entrecortado (continua) e
d) dores de cabeça constantes (continuam).

*achei que estava grávida! :))

Além disso, voltei à ginástica para não perder muita massa muscular nas pernas, que estão ficando meio fraquitas...

Qualquer dúvida, perguntem, ok?

Beijos mis!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A história que faltava da consulta

Meninas e meninos, quanto à minha [Fernanda também é cultura: o acento indicativo de crase é opcional antes de pronome possessivo feminino, isso porque o uso do artigo definido "a" vai depender do gosto do freguês]  última consulta com a Dra. Amanda, faltou completar com uma história (muito!) bonita que ela me contou:

Acontece que, em um belo dia, bateu à porta do hospital público onde ela atendia (atende ainda? não sei) um modesto agricultor do interior do Rio, que se pôs a chorar em um dos bancos, enquanto aguardava ser atendido.
 
A atendente aproximou-se dele e perguntou seu nome: "João", veio a resposta. "Por que o senhor chora, Seu João?". "Eu tenho um problema sexual...". Foi a resposta simples e sofrida, entrecortada por soluços.
 
A moça, imaginando tratar-se de um caso de falta de potência masculina (se é que vocês me entendem), encaminhou o Seu João para a Andrologia.
 
Passados alguns minutos, a moça procurou a Dra. Amanda e disse: "Doutora, acho que esse caso é para a senhora...". A doutora, solícita, chamou o Seu João, que abriu seu coração (pela primeira vez na vida?).

O nosso herói (heroína?) contou, entre soluços e lágrimas, que, desde sempre, tinha alimentado esse desejo de ter um corpo feminino... Sozinho, sem o apoio de ninguém, sem recursos, sem acesso à informação, sem muita educação formal, chegava a amarrar, às escondidas, barbantes nos seus mamilos e os puxava na esperança de que seus seios crescessem.
 
Ela me contava essa história com muito orgulho e muito sentimento, e, enquanto ela falava, as lágrimas juntavam-se nos meus olhos.
 
Finalmente, aos 58 anos, Seu João havia tomado coragem e decidira realizar seu sonho, transformando-se em quem, de fato, sempre havia sido: Joana.

Fiquei muito emocionada e muito sentida pela dor que Joana teve que suportar a vida inteira: sozinha, sem recursos, sem o carinho e a compreensão da família ou dos amigos, sem internet, sem Orkut, sem blog, sem esperança!

Para mim, que conto com meu terapeuta, minha endócrino, com minhas amigas e amigos virtuais, com a cumplicidade da minha companheira há seis anos e com o esforço de compreensão que minha mãe faz toda vez que tocamos no assunto (sim, minha mãe e minha companheira sabem), é tudo ainda um grande sofrimento! Não consigo nem imaginar a dor de Joana a vida inteira!!

A Dra. Amanda mostrou-me o caso e eu pude ver, mesmo com a faixa preta que escondia parte do seu rosto, como a Dona Joana era mais feliz que o Seu João!! Uma coisa linda!! Um sentimento incrível!!

A minha, a sua, a nossa Dra. Amanda comentou, comparando a foto do João sofrido com a foto da Joana realizada: "Vê? Vê como o rosto é diferente? Vê o sorriso dela? Vê quanta dor no rosto dele?" E eu não consegui mais me segurar...

Meninas, eu não sou de chorar muito, mas, naquela hora, alguma coisa muito triste encheu meu peito, profunda e dolorosamente, e eu só consegui dizer, antes de cair em prantos: "A gente pensa em suicídio, doutora...".

E o pior é que a gente pensa, pensa sim...

*Fernanda está sentada no chão, descalça e com a cabeça baixa. Sem aviso, um suspiro fundo percorre seu peito e dos seus olhos fechados escorrem filas de lágrimas que se encontram, que caem, que se abraçam ternamente, numa pequena poça de dor.*

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Yes, eu roubo fotos!

Roubei essa foto do blog da Maitê (que, aliás, é um espetáculo!)

Não sei quem é o autor, mas pelo menos digo de onde roubei... kkkk

http://www.casadamaite.com/taxonomy/term/38

Cara de um, focinho de outro... É ou não é?

Da série "Se inveja matasse!" - Post 3

Geeente, eu não ligo a mí-ni-ma para futebol, mas... quem não teria ter um bumbum desses?! Fala sério!!






Fotos em Bola de Meia (Jornal O Globo Online)

Meninas, quero a receita JÁ!!

*Fernanda é ruim de bola, mas acha que essas meninas batem um bolão.*

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Novidades da Fê (ou "Ajuste da Medicação")

Bem, conforme prometi à multidão que acompanha esse blog - eu, a Ser e a Camilinha -, conto aqui como foi minha última consulta com a querida Dra. Amanda:

Recapitulando: no post de 9 de janeiro, contei a vocês que, depois de 3 meses tomando a medicação sugerida pelo site que circula na net, os resultados dos exames solicitados por minha querida endócrino não foram lá muito animadores (por um lado, até que foram, pois mostraram que havia muito espaço para melhorar, né?):

a) meu índice de testosterona estava em 777 ng/dL, quando os índices considerados normais para homens estão entre 220 e 819 (e para mulheres entre 3 e 63);

b) quanto à minha testosterona biodisponível (outra forma de avaliar a quantidade de testosterona), os resultados não foram melhores: o nível estava em 344 ng/dL (intervalo normal para homens: 140 a 400, para mulheres: até 25).

Pois bem, a consulta que conto agora foi assim:

a) a Dra. Amanda (maravilhosa, como sempre!) explicou-me que o Aldactone e a Finasterida eram medicamentos que "atrapalham" a testosterona no organismo, mas não eram as opções mais eficientes para bloqueá-la. Como o Androcur é mais arriscado em termos de possíveis efeitos colaterais (no tocante à tromboses e embolias, principalmente), era preferível que meu tratamento estivesse surtindo efeito apenas com a administração do Aldactone + Finasterida, mas, infelizmente, teríamos que tentar outra combinação. 

Acontece que em alguns casos de meninas que chegavam lá sem traços masculinos marcantes ou até inexistentes (que sorte, hein?) - coisa que não é meu caso, infelizmente - ela, às vezes, conseguia tratar com Aldactone + Finasterida e as doses adequadas de estrogênio. Só isso era o suficiente para as meninas obterem uma boa feminização. No meu caso, porém, teríamos que baixar (bem!) a testosterona, o que traria resultados mais indesejados com relação à libido e à ereção (se é que vocês me entendem).

b) Feitas essas observações, ela me receitou o seguinte: Androcur (Acetato de Ciproterona) 50 mg (1 vez ao dia) e Sandrena Gel (1 sachê de 1g, duas vezes ao dia). Fiquei também com a solicitação dos meus próximos exames laboratoriais, que eu terei que fazer no final de fevereiro 2011 (daqui a 45 dias).



Nos próximos posts, prometo contar ainda outras coisas muito bonitas que se passaram comigo na última sessão!

Moral da história (sem querer sem chata, mas já sendo): como vocês podem ver, a hormonização é um processo complicado e passar por ele sem a ajuda de um endocrinologista é como navegar sem bússola no meio de um nevoeiro: você pode até acertar, mas o tempo da viagem, as dificuldades (e os riscos) serão maiores.

Gente, preciso ir! Beijinhos e até já!

PS: li recentemente, por indicação da Ser, a entrevista da Luisa Stern ao Mix Brasil e achei interessante... Quem quiser, pode encontrá-la aqui:
http://diariocrossdresser.blogspot.com/2010/12/transexual-luisa-stern-conversa-com-mix.html

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ariadna (BBB 11)

Sisters (and brothers), não curto o Big Brother, mas antes de eu contar para vcs como foi a última consulta com minha endócrino (ontem estava muito cansada!), quero fazer um comentáriozinho sobre a Ariadna, nossa representante no BBB 11...

Nem sei nada sobre ela, mas torço por ela de cara! Poxa, afinal de contas, ela joga no nosso time! Não conheço o caráter dela, nem nada, mas se é trans, estou dentro (sem maldade, hein?)!

Além do mais, a menina é uma gata!! Não acha? Então olha:

Jornal O Dia Online - 14jan2011

E quer saber o que o moço aí da foto acha dela? Vai aqui:
http://odia.terra.com.br/portal/diversaoetv/bigbrother11/html/2011/1/ex_namorado_da_bbb_ariadna_revela_detalhes_da_relacao_137361.html

Delícia!! :))

Outra coisa: AMEI os brincos dela!!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Novidades da Fefê (ou "Abaixo o gerundismo")

Gente, para a multidão que lê esse blog avidamente (até parece!), aviso que vamos estar postando novidades sobre minha hormonização, assim que eu estiver tendo tempo.

Nesse novo post que eu vou estar publicando, vou estar contando como vou estar mudando a dose do meu tratamento.

Por enquanto, infelizmente, não dá para postar, mas à noite, porém, vou estar tendo tempo de estar atualizando todas (e todos) vocês, ok?

Um beijinho carinhoso.

Homenagem a Kelly Lebrock

Quem já passou dos 30, vai lembrar dela... Esteve nos megasucessos "Weird Science" ("Mulher Nota 1000") e "The Woman in  Red" ("Dama de Vermelho").

Pra mim, continua linda! (mas vejam o comentário embaixo da foto...)



Tudo bem, ela poderia emagrecer um pouquiiinho... Mas o que está matando mesmo é o corte do vestido! Pelo amor de Deus! Esse modelo bustiê esta achatando os peitos dela! Na opinião desta consultora que vos fala (se acha!), ela deveria ter escolhido um modelo com suporte, para levantar tudo (tchudo!) e, de preferência, com alças que cruzassem (ou amarrassem) por trás do pescoço... O que vcs acham, que-ri-das?

Huuuuummm.... sei lá, essa mulher ainda mexe comigo... Ahhhhhh, se mexe!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Esse é pra quem gosta...

Meu lado lésbico, de vez em quando, dá umas bobeadas...

;)

 

Mat Dillon, em "Armored" (2009). 

Detalhe: vai fazer 46 anos no dia 18 de fevereiro... Vai querer assoprar a velinha?

;)

Da série "Se inveja matasse!" - Post 2

Gente, vou ser fulminada! Ahhhh, inveja!!

:))

Da série "É possível, sim!" - Post 2

Vi esse vídeo pela primeira vez no orkut de uma amiga genética. Está em inglês, mas cá entre nós, não faz a menor diferença...

O maridão virou a esposa da esposa...

Não é super fofo?!

PS: Esse me faz pensar: de que forma amamos quem amamos? Se a pessoa muda de gênero (ou de aparência) deixamos de amá-la? E ela deixou de ser o que era antes, porque mudou de gênero?

*Fernanda coloca o dedinho no queixo, pensativa.*

É possível, sim!

Para quem  ainda não viu, traduzo aqui o trecho de introdução de um site que traz umas fotos muuuuuuito importantes para algumas de nós, garotas:

"Sim, é verdade. Todas essas mulheres já foram homens, e você pode ver as imagens antes e depois da mudança de gênero. É realmente inacreditável. Algumas dessas senhoras são muito bonitas e femininas, mas algumas delas ainda têm algumas características do sexo masculino."

Ora bolas, e quantas mulheres genéticas também não tem??!!

Vou colar aqui algumas transformações que me chamaram a atenção (e que me encheram de esperança):








Quem quiser ver mais, pode consultar esse link aqui: http://artsyspot.com/men-that-became-women/
Sinceramente, cá entre nós: 

a) para as meninas orientais é muuuuito maís fácil! (minha opinião, ok?), e
b) se alguns desses meninos conseguiram virar meninas... eu também consigo!!

kkkkkk

Beijinhos!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Só sucesso!

Gente, esse blog já recebeu... ZERO comentários!! Se continuar assim, o fracasso vai me subir à cabeça!

Por falar nisso, olha que fotinha meiga:



Não é a CARA desse blog?! :)))

Festa Gay na Casa Branca

Gente, eu explico:

Com relação ao tópico anterior sobre ser CD, TV, DVD ou MicroSystem, andei pensando (até parece!):

Digamos que eu fosse convidada para uma festa *LGBTTTs (ufa!) na Casa Branca e, por conta da pindaiba, a Michelle (linda, poderosa!) cobrasse os ingressos assim:

1. Crossdressers: US$ 400
2. Transvestites: US$ 300 (lóóógico que mais barato! o poder é delas!)

Eu pagava uns US$ 380!

: ))))

*Fernanda, se achando."

*LGBTTTs é o acrônimo de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (o 's' se refere aos simpatizantes). Duvidou? Vai lá: http://pt.wikipedia.org/wiki/GLBT

Qué queu sou?

Conversando com uma amiga genética (se é que vcs me entendem), ela me disse que eu já não era mais CD, pois havia começado meu processo de hormonização. Confesso que andei pensando bastante nisso...

Por um lado, concordo plenamente com ela (ou pelo menos temos a mesma opinião sobre a definição de CD). Lá onde eu deixo minhas (poucas) fotos, ao tentar explicar aos desentendidos o que era crossdresser, escrevi: "...não toma hormônios...".

E agora? O que é que eu sou? Sou homem? Sou CD? Sou TV?

Concordo que é um pouquiiiiinho mais complicado, mas o que eu acredito é que nós não "somos" nada. Nós mudamos. Nós deixamos de ser o tempo todo, mas levamos a lembrança do que éramos. Levamos também nossos sonhos e projetos que se jogam para a frente, vivos!

É fácil? Não. Mas quem disse que a vida é fácil? Ou passamos a vida inteira tentando, ou a vida inteira reclamando... Advinhem quem tem mais chances de conseguir alguma coisa? :)

*Fernanda faz uma volta dramática e sai do quarto. A camisola branca flutua atrás dela."

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

I love Lea!















http://poncheverde.blogspot.com/2010/11/modelo-transexual-brasileira-filho-de.html


And who doesn´t?!


                                                    

Se inveja matasse!

Kristen Bell, em "Couples Retreat" ("Encontro de Casais")

http://www.imdb.com/name/nm0068338/

Gente, que corpitcho é esse?!!

Mesmo com a cara amarrada - não tinha jeito, ou cortava nesse frame do filme, ou perdia o frame dela (se é que vcs me entendem) - ela é muito gata!!

Ai, ai, ai... se inveja matasse!! Olha eu durinha no caixão!

* Fernanda cai de costas, fulminada por um raio de justiça divina*

domingo, 9 de janeiro de 2011

3 meses e... nada!

Meninas (e meninos), vejam como são as coisas: depois de 3 meses seguindo direitinho o tratamento que eu consultei no site citado (http://transexuais.vilabol.uol.com.br/hormonios.html), os resultados dos meus exames foram decepcionantes... Olhem aí:

Testosterona: 777 ng/dL
Masculino - 220 a 819 ng/dL
Feminino - 3 a 63 ng/dL
Pré-Puberal - até 32 ng/dL

Testosterona Biodisponível: 344 ng/dL
Masculino - 140 a 400 ng/dL
Feminino - até 25 ng/dL

Algumas considerações:

1) É cedo (talvez) para que meu organismo reaja ao tratamento. Pode ser que a coisa demore (bem) mais tempo para fazer efeito... Nossa puberdade, por exemplo, demora vários anos e as doses hormonais que nossos corpos produzem são enormes!

2) É claro que não devemos interpretar apenas esses resultados! Eu não sou médica! :) Mas ainda assim fiquei surpresa... Meus índices de testosterona estão perfeitamente normais! Altos até!

Bem, quando eu voltar da nova consulta com a Dra. Amanda (já marquei!), eu volto para contar as novidades, ok? A impressão que me fica é que, realmente, terapia hormonal é coisa muuuuuito séria e complicada, e que ninguém deveria ter que se auto medicar...

Um beijinho, meninas e meninos! Sempre que possível, consultem um endocrinologista! Vcs estão vendo aí como as coisas são complicadas...

A primeira consulta a gente nunca esquece...

Eu não me lembro de quando usei meu primeiro sutiã (foi há muito tempo!), mas nunca vou esquecer minha primeira consulta com a Dra. Amanda...

De cara limpa, no dia a dia, eu tenho uma aparência masculina (infelizmente) que é difícil de disfarçar. Sei que ser masculino ou feminino é muito também uma questão de postura, de atitude, de um certo vapor que vem de dentro e que toma conta dos nossos corpos, envolvendo-nos numa nuvem mágica, colorida, andrógina e transmutadora.

Existem homens assim: com ajuda da maquiagem e de adereços (e que mulher poderia dispensá-los?), e, principalmente, com a incorporação fiel e honesta da porção feminina que vive em um ninho dentro deles, transformam-se (ao menos por algumas horas) em seres deliciosamente femininos...

Mas a questão é que minha aparência "normal", cotididana, é masculina e eu estava muito constrangida e preocupada, pensando em como seria minha primeira sessão...

Pois a sessão foi maravilhosa!!  A Dra. Amanda realmente dá um show de competência, simpatia e gentileza! Que experiência maravilhosa para mim! Fui o próprio passarinho quando voa da gaiola! Me senti tão acolhida, tão ajudada! Tão realizada!

*Close no rosto de Fernanda, voando feliz pela janela, envolta em uma nuvem dourada de glíter e purpurina.*

Acho que a idéia desse blog nasceu naquele momento, quando senti uma profunda tristeza por conta de todas as meninas que são obrigadas a passar por suas mudanças sozinhas, escondidas, envergonhadas, no escuro... Afinal, não temos todas o direito de buscar a felicidade? O direito de procurar orientação? O direito de vivermos nossas vidas do jeito que o coração pede? Viva as Dras. Amandas do mundo! Cem mil vezes, viva!

*Fernanda dá um soco no ar, vibrando! Depois olha em volta, constrangida.* 

Bem, fiz um resumo dos meus 3 anos de terapia para ela (tudo que cabia numa consulta, claro) e conversamos por um bom tempo. Em nenhum momento ela me fez sentir estranha, constrangida, envergonhada! Ao contrário: incentivou-me, acolheu-me o tempo todo, tirou dúvidas que eu tinha e fez um exame físico minucioso: peso, altura, condições da pele, do cabelo, dos vasos sanguíneos... Fiquei maravilhada!

Resumindo (senão o post não acaba!): no final, entre muitas orientações, ela me recomendou um exame de sangue para avaliação de um monte de coisas: níveis de colesterol, testosterona, estradiol etc. Nunca tinha visto tanta letrinha antes! :)

Importante: ela me pediu para continuar a medicação que eu já estava tomando (coisa que eu, claro, expliquei tudo a ela), pois ela só me medicaria após a chegada dos exames! Vejam a importância de um médico no seu acompanhamento!

Vou concluir esse post, pois no próximo (que já está escrito! kkkk) eu conto como foi o resultado dos exames, ok?

Beijinhos!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Um (novo) começo

Bom, comecei minha hormonização há cerca de 3 meses. Na época, começo de outubro de 2010, decidi seguir o tratamento recomendado em um site que descobri na internet, de autor desconhecido (eu acho).  O site é esse aqui: 

Como já passei dos 30 e iria começar uma hormonização por conta própria, resolvi ter o máximo de cautela e comecei com o Aldactone (ao invés do Androcur). Minhas doses eram as seguintes: 5 mg Finasterida + 50 mg Aldactone por dia, o primeiro após o almoço e o segundo ao me deitar. Por enquanto, seguindo o site, nada de estrogênio. Fiz um mês assim.

No segundo mês, aumentei a dose (ainda seguindo o site) para 100 mg Aldactone e mantive 5 mg Finasterida, sem estrogênio.

Ao fim do segundo mês, a coisa estava ficando séria para eu continuar sozinha e, por insistência do meu terapeuta, decidi que iria, de uma vez por todas, encontrar um endocrinologista para me orientar.

Tive muita sorte e descobri, procurando na internet, uma médica maravilhosa. Um amor mesmo de pessoa! Seu nome é Dra. Amanda Athayde e vcs podem saber um pouco mais sobre ela aqui:

Recomendo-a fortemente! É uma médica super experiente e gentil. Fiquei encantadíssima com ela! Quem quiser contatá-la, basta checar o seguinte link:

No dia 16 de dezembro de 2010, tive minha primeira consulta com ela, que já explico nos próximos posts, porque esse já está enorme!! rsss

Beijinhos e lembrem-se: cuidado com a hormonização por conta própria, ok?!